• Lara Ovídio

TINA



parte 1 / TINA



"There Is No Alternative"


Ontem passei a manhã procurando o discurso em que Margaret Thatcher apresenta a ideia do "There Is No Alternative (TINA)". Não achei essa fala específica, mas consegui achar de onde saiu o nome de TINA do projeto de instagram @a.vida.de.tina. Por outro lado, Doris Salcedo diz: "Arts main task is to open up the possibility of the impossible". Penso em um aprendizado absurdo, em uma repetição teatralizada da frase que não consegui ainda encontrar.



Novos vídeos para um feriado.












Procuro os fonemas que poderiam me levar a pronunciar de maneira correta "There is No Alternative". Penso na impossibilidade de fazê-lo e nos fonemas. Fonemas como dancinhas barulhentas executadas pela língua. Fonema como separação. Dancinhas que separam o colonizador do povo colonizado.




TINA

TI_A

TIAA










Nancy Fraser, o velho está morrendo e o novo não pode nascer








Tarantinas, 2020.





parte 2 / Las Vaquitas





Durante o processo de ruminação da celuloide a vaca arrota gás metano. Como o CH4 é mais danoso ao efeito estufa a curto prazo, de repente as vaquinhas se tornaram as vilãs do aquecimento global.


O metano é um gás mais leve que a mistura de gases que compõe a atmosfera. Um balão que se enchesse de gás metano subiria como sobem os balões de nitrogênio. É possível escrever qualquer coisa em balões metálicos de arroto de vaca. Alguma coisa como: TINA, por exemplo.





parte 3 / Grama

















Doris Salcedo, Acts of Mourning.



















Richard Long, A line made by walking.






Cesar Becker, 2020.




Parte 4 / Misticismos e etc.




"Os adeptos do abraço à vaca geralmente começam fazendo um tour pela fazenda que oferece o serviço, antes de repousarem encostados em um dos animais por duas a três horas" (BBC News Brasil).






Na carta do mundo, o boi aparece ao lado do leão.


"O animal cor de carne, embaixo à esquerda da carta não pode ser claramente definido: cavalo, boi ou touro, é em todo caso um animal de tração que simboliza a oferenda, a ajuda, o sacrifício. Podemos também considerar a ponta erguida por trás de seu olho à esquerda como o chifre único de um unicórnio..."(Alejandro Jodorovsky e Marianne Costa).



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