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Este mapa permite ver os pontos comuns dos nossos processos, que apesar de individuais, se tocam e colaboram entre si. Cada uma de nós trabalha com algumas palavras-chaves, mas cada trabalho pede suas próprias palavras, dessa forma vamos tecendo caminhos, encontros e desencontros. Propomos uma navegação que se assemelha a uma caminhada, em que é possível deslocar-se não só pelas palavras, mas pelas topografias do fazer e do pensar, ou parar em cada ponto e aproveitar a vista. Para acessar os processos através das palavras, dirija-se ao menu à esquerda.  

 
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Nós somos as Criacionistas, um coletivo de artistas mulheres, que começou suas atividades durante a pandemia, quando o futuro ficou suspenso entre o ar e as telas de computador. A partir do desejo de compartilhar processos de criação e de produzir momentos de escuta, passamos a nos reunir semanalmente para conversar sobre processos, movimentos, avanços e pausas da criação. Assim, os percursos individuais foram se tornando colaborativos. A Plataforma Criacionistas é um lugar, não-fixo, que acolhe o quase, o erro, o pensamento e os entrecruzamentos existentes nas poéticas de suas integrantes Lara Ovídio, Mariana do Vale, Rafaela Jemmene, Sofia Bauchwitz e de suas/eus convidadas/os.

mulheres
artistas

 
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lara ovídio
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Sou artista, mulher, nordestina, criacionista e latinoamericanista. Escrevo diários, investigo o cotidiano como trincheira anticapitalista e as histórias íntimas e familiares como possibilidade de reescritura das narrativas oficiais. Trabalho com performance, instalação, projeção, vídeo, fotografia e escrita. Na dissertação 657 experimentos para um presente sem futuro penso o tempo presente como algo que se perdeu entre os instantes que se aceleram e o futuro que se antecipa. Realizei esse estudo junto à Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2014, participei do Seminário de Fotografia Contemporânea na Cidade do México, onde produzi a série de imagens Territórios Perecíveis. Atualmente, tenho me dedicado a entender os futuros que não chegarão a existir dentro do sistema capitalista. Desde o começo da quarentena, venho criando espaços para a publicização de relatos femininos íntimos. Também venho explorando novas estratégias de ocupação do espaço público com o coletivo Tarantinas através de projeções que comentam a crise ambiental, neoliberalismo e sociedade patriarcal. Participo regularmente de exposições em todo o país. Em 2020 fui finalista do Prêmio Select de Arte Contemporânea e do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. No IFRJ/Campus Belford Roxo sou professora de fotografia e junto aos estudantes produzo a Revista VAN, uma publicação de moda negra e periférica. Vivo e trabalho no Rio de Janeiro. 

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Sou Mariana do Vale, mulher, nordestina, artista visual, pesquisadora e criacionista.Utilizo o meu corpo e minha escrita de mulher para me perguntar o tempo todo sobre intimidade. Durante o mestrado em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFRJ investiguei invasões, violência, memória, escrita e tempo construindo pequenos pactos entre corpas estranhas que se perguntavam sobre a intimidade. Me deram banho, cutucaram meu nariz, arrancaram meus pelos pubianos e dançaram comigo.

Atualmente, desenvolvo pesquisa de doutorado no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra entendendo a reprodução enquanto performance e me perguntando como lésbicas engravidam. Aqui me aproximo de temas como fracasso, branco, ovos, maternidade, loucura e novamente a escrita.
Ainda que sempre volte, já desenvolvi investigações na SVA [NY] e na EFTI [Madri] e participei de exposições no Brasil, Portugal, Estados Unidos, México, Costa Rica e Espanha.

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Sou Rafaela Jemmene, mulher, artista visual, artista-pesquisadora e criacionista. Fiz doutorado e mestrado em artes visuais pela Unicamp. Entre setembro de 2015 e julho de 2016 desenvolvi investigações artísticas em um intercâmbio na Universidad Complutense de Madrid com apoio da Bolsa de Pesquisa Capes. 
Atualmente investigo a noção de site-specific como método, seus desdobramentos e distensões conceituais. O caminhar como procedimento impulsionador de pensamentos e ideias, é um ato participante no processo de criação. A apropriação textual e imagética é uma questão que investigo como possibilidade de elaboração de trabalhos poéticos, também é norteadora do meu processo criativo, considero a leitura como uma ação ativa e fomentadora de possibilidades de articulação de projetos e trabalhos. A publicação de artista tem sido entre outros meios, um que elegi para conectar as possibilidades de montagem dos conteúdos investigados. Vivo e trabalho em São Paulo.

sofia porto bauchwitz
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Sou artista e pesquisadora brasileira, nordestina e criacionista, com fragmentos de identidade plantados em diversos lugares. Realizei o Máster en Investigación en Artes y Creación da Universidad Complutense de Madrid (UCM,2013) e me doutorei  em Belas Artes pela mesma instituição com a tese El Artista Errante y el Discurso como Cartografia (CAPES, 2017). Meu trabalho visita diversos meios e formatos, assumindo a indecisão como forma de resistência. Alguns conceitos e problemáticas me acompanham desde o começo: a memória e as ficções pessoais (as muitas vozes que nos constroem), as identidades errantes e não-humanas (bestiários, devires botânicos), e as poesias do espaço e do corpo (os territórios sutis, as entradas e saídas dos corpos, os caminhos, os espaços-entre, a paisagem). Atualmente estou rondando em torno ao “branco” e à baleia, e ao fracasso inerente à pesquisa.

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